Já idoso e exilado na ilha de Patmos, João recebe uma grande visão de Jesus glorificado e do combate final entre o bem e o mal — o livro termina com a promessa de "um novo céu e uma nova terra".
"Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21:5) — o livro termina não em destruição, mas em esperança: um novo céu, uma nova terra, e Deus a habitar para sempre com o seu povo.
É o último livro da Bíblia, escrito para encorajar cristãos perseguidos com a certeza de que, apesar do sofrimento presente, a vitória final de Deus sobre o mal já está garantida.
O Apocalipse terá sido escrito durante um período de perseguição aos cristãos, tradicionalmente associado ao reinado do imperador romano Domiciano (81-96 d.C.) — as sete igrejas mencionadas no início do livro eram comunidades reais da província romana da Ásia, na atual Turquia ocidental. Sabias que a palavra "Apocalipse" não quer dizer "fim do mundo"? Em grego significa "revelação", como quando se levanta um véu para mostrar o que estava escondido — por isso o livro se abre a chamar-se "Revelação de Jesus Cristo". Foi escrito para dar coragem aos cristãos que passavam por tempos difíceis, com uma certeza cheia de esperança: por mais duro que seja o presente, Deus é o Senhor de toda a história e o seu amor vence no fim. As imagens e os números do livro são símbolos, e não previsões nem códigos assustadores — o número sete, por exemplo, quer dizer plenitude, algo completo e perfeito (por isso há sete igrejas). E há um pormenor lindíssimo: toda a história da Bíblia se abre num jardim, o Éden, e se fecha numa cidade cheia de luz, a Nova Jerusalém, onde Deus habita para sempre com o seu povo e enxuga todas as lágrimas. O último livro fecha-se com uma promessa cheia de esperança: "Vem, Senhor Jesus".