Job 1–42
Homem justo e íntegro que perde tudo o que tem — os bens, os filhos e a própria saúde — sem nunca ter feito mal a ninguém. No meio de um sofrimento imenso, questiona Deus com toda a honestidade, sem deixar de confiar nele — e, no fim, Deus responde-lhe e a sua vida é restaurada.
Podemos ser honestos com Deus quando sofremos: ele está perto de nós, mesmo quando não entendemos porquê.
"O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor" — Job 1:21
Mostra que o sofrimento nem sempre é um castigo, e que se pode ser sincero com Deus mesmo no meio da dor.
Sem relações familiares registadas no grafo — homem justo das terras de Uz, apresentado à semelhança de Noé e de Abraão.
O livro de Job é um dos livros sapienciais (de sabedoria) da Bíblia e não conta uma história presa a um tempo ou a um lugar certos: Job podia ser qualquer pessoa, em qualquer época. Quando as desgraças caem sobre ele, três amigos vêm consolá-lo, mas acabam por lhe dizer que, se sofre tanto, é porque deve ter feito algo de errado — Job recusa essa ideia, porque sabe que foi sempre um homem bom. No fim, Deus aparece e não lhe dá razões nem explicações: mostra-lhe antes a grandeza de toda a criação e faz-lhe sentir que está perto dele. Job percebe então que não precisa de compreender tudo para confiar em Deus. Da sua história nasceu até uma expressão que ainda hoje usamos: "ter a paciência de Job".