Deus chama Abraão a deixar a sua terra e promete-lhe uma descendência "como as estrelas do céu" — uma promessa que espera décadas para se cumprir.
A fé de Abraão, que confia numa promessa que nunca vê cumprida por inteiro, torna-se o modelo bíblico de fé (citado em Rm 4 e Hb 11).
O início da eleição de um povo através do qual Deus promete abençoar "todas as famílias da terra" (Gn 12:3) — a raiz comum do judaísmo, do cristianismo e do islão.
Abraão terá vivido por volta de 2000-1800 a.C., numa época em que grandes cidades já floresciam na Mesopotâmia (como Ur, de onde a Bíblia diz que ele partiu) e a escrita cuneiforme já existia há séculos. Deixar essa civilização urbana para viver como nómada em tendas, guiado só por uma promessa de Deus, era um passo verdadeiramente radical. Sabias que Abraão teve a coragem de "negociar" com Deus para salvar uma cidade inteira? Pediu a Deus que a poupasse se lá vivessem cinquenta pessoas boas, depois quarenta, depois cada vez menos — e Deus, paciente, aceitou sempre. É uma imagem bonita de como Deus escuta quem reza pelos outros e é sempre mais misericordioso do que imaginamos.