Retrato de Abraão
Os Patriarcas · Abraão

Abraão

Gn 12–25

Chamado por Deus a deixar a sua terra e a sua família, recebe a promessa de uma descendência "como as estrelas do céu" (Gn 15:5) e de uma terra para os seus descendentes. A sua confiança nessa promessa, mesmo sem a ver cumprida, torna-o o "pai da fé" para judeus, cristãos e muçulmanos.

O que aprendemos

A fé verdadeira confia em Deus mesmo quando a promessa demora anos — ou décadas — a cumprir-se.

"Creu Abrão no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça" — Gn 15:6

Porque é importante

"Pai da fé" para judeus, cristãos e muçulmanos — início da eleição de um povo através do qual Deus abençoará todas as nações.

Família e relações

Descendente de Sem (9 gerações depois — Gn 11). Casado com Sara, pai de Isaac. Também pai de Ismael, com Agar.

Contexto histórico

Viveu por volta do início do 2º milénio a.C., numa altura em que povos semi-nómadas se deslocavam entre a Mesopotâmia (a cidade de Ur) e Canaã à procura de pastagens — o mesmo movimento que a sua chamada de Deus descreve. Sabias que Abraão nem sempre se chamou assim? No início chamava-se "Abrão"; foi Deus que lhe mudou o nome para "Abraão", que quer dizer "pai de uma multidão" — na Bíblia, um nome novo marca muitas vezes uma missão nova. Um dia, chegaram à sua tenda três hóspedes inesperados, e Abraão preparou-lhes logo uma boa refeição; mais tarde, os cristãos viram naqueles três visitantes uma bela imagem da Santíssima Trindade.

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