Saulo, perseguidor dos cristãos, é derrubado por uma luz no caminho de Damasco e transforma-se em Paulo, o maior missionário da Igreja primitiva — viaja por todo o Mediterrâneo com Barnabé, Timóteo e Lucas.
"Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2:20) — a conversão de Paulo mostra que ninguém está fora do alcance da graça de Deus.
A conversão de Paulo é uma das maiores reviravoltas de toda a Bíblia — de perseguidor a maior missionário, leva o Evangelho para fora do mundo judaico, ao mundo gentio.
As viagens de Paulo por todo o Mediterrâneo Oriental foram possíveis graças às estradas e rotas marítimas construídas e protegidas pelo Império Romano — a sua cidadania romana (uma proteção legal rara para um judeu da diáspora) permitiu-lhe apelar diretamente a César quando foi preso. Muitas das cartas que Paulo escreveu às jovens comunidades cristãs — como as de Corinto, Filipos, Tessalónica ou Roma — foram guardadas com carinho e formam hoje uma boa parte do Novo Testamento. Numa das mais pequeninas, a carta a Filémon, Paulo pede a um amigo que receba de volta um servo que tinha fugido, já não como escravo, mas como um irmão — um belo pedido de perdão e de fraternidade.